I ENCONTRO COM A FAMÍLIA
Café Social:
Tema: “Mães e filhos reforçando os valores afetivos”.
“Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.” Provérbios 7: 1-2.
Objetivo (s):
Propiciar o desenvolvimento de virtudes indispensáveis à formação humana;
Promover a reflexão das mães sobre a importância da afetividade no desenvolvimento biopsicossocial dos seus filhos;
Intensificar o trabalho de valores e formação humana, de modo a oportunizar as reflexões e atitudes que visam ao bem-estar dos cidadãos e o fortalecimento da autonomia dos seres humanos.
Programação:
Dia: 14/05/2010
Local: EMGC
Horário: 09h00min
Atividades:
Acolhida
Apresentação da equipe de trabalho da EMGC
Dinâmica de integração ou do Afeto (anexo)
Música ambiente: Bom dia (Zizi Possi), Pais e filhos (Legião Urbana), Proteção às borboletas (Benito de Paula).
Palestra / Celebração
Café Social / Música É preciso saber Viver.
Entrega das lembranças e agradecimentos.
.
Dinâmica de relaxamento / Desenvolvimento:
• Fazer gestos cada vez que na história aparecer os seguintes comandos
Ano novo ...
Olhe a sua volta. Sorria para seus amigos e para aqueles que você pode conquistar. Dê uma boa risada! Relaxe o corpo inteiro. Viaje na sua imaginação. Cante uma musiquinha. Seja disponível para escutar. Retribua um favor. Admire o colorido e a beleza da natureza. Permita – se errar. Retribua uma gentileza. Demonstre que está feliz. Toque a ponta dos seus pés. Só por hoje, evite dizer: “não posso”. Cante e assovie. Dê uma palmadinha nas suas próprias costas. Escute um amigo. Se espreguice. Feche os olhos e imagine o vento tocar o seu rostinho. Sinta a brisa bater no rosto. Tenha bons pensamentos. Não se isole. Seja otimista. Ajude a natureza. Seja educado com as pessoas. Estale os dedos. Desperte! Ande descalço. Diga “Bem – Vindo” a que chegou. Permita que alguém o ajude. A-gra-de-ça! Saiba que não está sozinho. Viva com “paixão”. Sem ela, nada de grande se consegue! Por fim, dê uma gargalhada bem gostosa e com salmas de palmas sejam todos bem – vindos.
Texto reflexivo: A LIÇÃO DA BORBOLETA.
Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.
Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme
ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo
estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo.
Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossas vidas. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar...
Dinâmica de Integração.
TEMA: Afeto
Público alvo: Mães, responsáveis pelas crianças e outros..
Tempo estimado: 10 minutos.
Modalidade: demonstração de AFETO.
Objetivo: Exercitar manifestações de carinho e afeto.
Material: Um bichinho de PELÚCIA.
Proposta / Atividade.
1º passo: Forme um círculo e passe entre os docentes o bichinho de pelúcia. Peça-os que demonstrem seus sentimentos pelo animalzinho (carinho, afago).
2º passo: Agora vocês estão sendo convidados a fazer o mesmo gesto de carinho no integrante da direita.
3º passo: Exposição oral:
• Que sentimentos vocês sentiram com a dinâmica?
• Que / quais reações vocês tiveram com relação aos sentimentos de carinho, medo e inibição?
4º passo: Agora apresente seus colegas do primeiro ao último.
CONVITES
Mães e/ou Responsáveis:
Estamos felizes nesses dois meses de aulas conhecendo crianças novas e revendo as que já fazem parte da família EMGC. Este mesmo sentimento queremos estender também as senhoras, assumindo a parceria tão importante no processo educativo dos (as) nossos (as) alunos (as).Pensando nisso é que queremos convidá-las para o Encontro de Pais e Educadores, integrando família e escola.
Data: 14/05/10
Local: EMGC.
Horário:09h00min. Para um melhor aproveitamento da reunião pedimos que não tragam crianças. Sua participação é importante e necessária para o melhor aproveitamento das atividades neste ano letivo e bom desenvolvimento do (a) seu (sua) filho (a). Agradecemos, desde já, sua presença.
PÉ DE BOLO E A REUNIÃO DE PAIS E MESTRES
Era uma manhã fria e bastante chuvosa, mas como se tratava do início das aulas daquele período letivo todos os pais se dirigiam para as escolas de seus bairros e vilas conduzindo os seus filhos. Pé de bolo não cabia dentro de si de tanta alegria. Olhava para todos os lados como se ele estivesse procurando algum objeto perdido. O pai dele mal conseguia segurá-lo pelos braços, tamanha era a inquietude daquele garoto. Os professores e os demais pais de alunos chegavam aos magotes. Estes formavam uma grande fila na entrada principal, enquanto aqueles se dirigiam apressados para a entrada privativa buscando acessar o interior da escola. Pé de bolo continuava inquieto e desta feita um pouco mais que nos últimos trinta minutos após chegar à sua escola. Quis se desvencilhar das mãos do seu pai para abraçar alguns colegas, mas não conseguiu. Simulou que precisava ir ao banheiro, mas o pai dele demonstrou que iria junto para fazer-lhe companhia, ou quem sabe, para não perdê-lo de vista. Tocou a campainha anunciando a entrada dos alunos. Como se tratava do primeiro dia de aula, os pais ou acompanhantes também deveriam entrar para receber algumas instruções acerca das novas diretrizes relativas à seqüência dos demais dias letivos daquele bimestre. Naquele momento era o pai de Pé de bolo que demonstrava certa inquietude. Não iria participar daquela reunião. Precisava ir embora logo, pois já estava ficando tarde para entrar no horário do primeiro turno do seu trabalho. Precisava falar com alguém da direção da escola para se desculpar da impossibilidade de continuar ali participando daquela reunião de pais e mestres. Ele não esperava por esse imprevisto bem como não estava com a devida coragem de ligar avisando que chegaria mais tarde, por ser novo de empresa, ainda no período de experiência. Faltar ao trabalho naquele estágio de sua trajetória profissional, nem pensar! Depois de suar frio por alguns instantes teve a idéia de chamar um dos seus vizinhos e pedir para que lhe repassasse as instruções recebidas naquela reunião. Beijou o seu pimpolho, despediu-se do seu vizinho e foi embora. No trajeto do caminho para o trabalho pôs-se a pensar no futuro do seu primogênito. Imaginou o que estaria fazendo uma criança naquela idade, no seu primeiro dia de aula, apesar de não ser aquele o seu primeiro contato com as personagens de uma escola. Pensou por alguns instantes naquilo que poderia fazer pelo futuro do seu filho, mas tudo aquilo não faria muito sentido se, o seu garoto ao crescer, resolvesse seguir os seus próprios passos. Enquanto trabalhava no seu emprego não parou de pensar naquela cena de ter de deixar seu filho com estranhos e não poder participar da primeira reunião do ano letivo ao lado dele. De volta para casa no fim do dia, encontrou Pé de bolo bastante quieto, não estava sorridente como nos outros dias, dando a entender que estava muito chateado e antes que fosse falar com o vizinho que ficou incumbido de fazer um breve relato da reunião, decidiu inquirir o garoto: - Olá meu filho, você está lembrado do que os professores falaram durante a reunião? O que eles disseram para os pais dos alunos? Pé de bolo fez um ar de espanto e retrucou em seguida: - Eu ouvi tudo, mas não entendi muito, nem o vizinho que ficou incumbido de me acompanhar. Eu entendi que era uma reunião de pais e mestres e que os filhos deveriam participar em companhia dos pais. O pai dele logo deduziu o que poderia ter acontecido e, sem se sentir convencido, foi ao encontro do seu vizinho para averiguar tudo direitinho. Agradeceu ao vizinho pela colaboração, por ter acompanhado seu filho durante a reunião, mas antes que terminasse a sua fala foi interrompido. - O senhor está de parabéns, pelo filho inteligente que tem. Imagine que depois de alguns minutos de conversa que o tivemos me convenceu a voltar mais cedo alegando que em todo início de período letivo a reunião demorava muito e como eu tinha muitos afazeres em casa, eu não pude esperar até o fim. O pai de Pé de bolo esboçou um sorriso meio desconsolado, despediu-se do seu vizinho e voltou para casa para ter uma conversa séria com o seu filho. - Onde já se viu um garoto “fazer a cabeça” de um adulto - murmurou. Pé de bolo, muito esperto que o era, temia uma reação um pouco mais brusca do seu pai, por isso deitou-se mais cedo, tendo o cuidado de deixar um pequeno recado: - Meu velho, a maioria dos pais de alunos de minha escola está atarefada com os seus afazeres diários, da mesma forma que o senhor tem vivido ultimamente e foi por isso que eu dispensei o nosso vizinho. Por favor, não fique com raiva de mim. Eu amo você! Nem é preciso dizer que assim que o pai dele leu o bilhete, aquela suposta reprimenda foi cancelada e que daquele dia em diante ele fez de tudo para participar ativamente das reuniões de pais e mestres da escola do seu filho.
terça-feira, 11 de maio de 2010
I Oficina de Literatura Infantil 2010.
TEMA: POESIA NA ESCOLA? É pura Emoção!
JUSTIFICATIVA:
O contato com a poesia sempre esteve presente em nossas vidas, seja nas cantigas de roda, nas parlendas, nos trava-línguas e nas adivinhas da nossa infância ou nos bilhetinhos, frases de amor nas agendas ou músicas que ouvimos na adolescência. Para muitos de nós a poesia vai-se perdendo com o passar dos anos e alguns culpam a escola por essa perda.
Acreditamos, porém, que a escola pode e deve ser um lugar onde a aproximação com a poesia aconteça concretamente, permitindo ao aluno, conhecer autores e estilos, reavivando a capacidade de olhar e ver o que é a essência do poético, através de atividades que permitam uma compreensão maior da linguagem poética e lhe dê condições para que ensaie seus próprios passos em poesia.
A Oficina Poesia na Escola trabalhará a fala, a leitura e a escrita por meio de poemas e atividades de pesquisas, análises, interpretações, exposição de idéias, composições, reescrita e reestruturação, onde o aluno poderá expor suas emoções através dos recursos tão expressivos da linguagem poética.
OBJETIVO GERAL:
Aproximação com a linguagem poética, no sentido de familiarizar o aluno com a poesia, para que tenham prazer em ler e ouvir poemas e, sobretudo, para que se sinta motivado a expor suas emoções, dar liberdade de criar, brincar com as palavras, fluir sua imaginação.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Despertar o prazer em ler poemas;
Ter maior compreensão da linguagem poética, levando a revelar idéias, opiniões, sentimentos e talentos ao escrever poemas;
Tornar o aluno mais competente na comunicação oral e escrita e na busca independente de conhecimentos relacionando essas práticas à vida cotidiana;
Identificar-se com os sentimentos nas poesias lidas;
Assegurar a função social da escrita, fazendo com que os poemas produzidos pelo aluno tenham um leitor real, pois serão expostos em varais e murais.
PÚBLICO ALVO:
Alunos do Ciclo da Infância (06 a 08 anos) de idade.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO:
___/___/ A ___/___/2010.
PRODUTO FINAL:
Sarau literário com declamações de poesias, poemas e canções;
Produção e exposição de poemas ou poesias nos varais por toda a escola.
Show Lítero Musical.
Dia de autógrafo na escola.
ATIVIDADES:
Organização do espaço da biblioteca da escola;
Seleção dos livros paradidáticos voltados para o gênero;
Leitura, escrita, ilustração, interpretação;
Organização de um varal de poesias produzido pelos alunos;
Realização de uma roda de conversa sobre os poetas e poesias;
Realizar um encontro com Cecília Meireles: vida e obras da autora;
Trabalhar os poemas do livro A Arca de Noé da coleção Literatura em minha casa: organizar a declamação dos poemas cantando-os;
Trabalhar canções cantadas por Toquinho;
AVALIAÇÃO:
Será avaliada a empolgação e dedicação dos alunos, desde o momento da escolha dos poemas, as atividades produzidas, o nível de leitura e escrita desenvolvendo assim habilidades de postura física, comportamentais, entonação de voz e, principalmente, de interpretação.
TEMA: POESIA NA ESCOLA? É pura Emoção!
JUSTIFICATIVA:
O contato com a poesia sempre esteve presente em nossas vidas, seja nas cantigas de roda, nas parlendas, nos trava-línguas e nas adivinhas da nossa infância ou nos bilhetinhos, frases de amor nas agendas ou músicas que ouvimos na adolescência. Para muitos de nós a poesia vai-se perdendo com o passar dos anos e alguns culpam a escola por essa perda.
Acreditamos, porém, que a escola pode e deve ser um lugar onde a aproximação com a poesia aconteça concretamente, permitindo ao aluno, conhecer autores e estilos, reavivando a capacidade de olhar e ver o que é a essência do poético, através de atividades que permitam uma compreensão maior da linguagem poética e lhe dê condições para que ensaie seus próprios passos em poesia.
A Oficina Poesia na Escola trabalhará a fala, a leitura e a escrita por meio de poemas e atividades de pesquisas, análises, interpretações, exposição de idéias, composições, reescrita e reestruturação, onde o aluno poderá expor suas emoções através dos recursos tão expressivos da linguagem poética.
OBJETIVO GERAL:
Aproximação com a linguagem poética, no sentido de familiarizar o aluno com a poesia, para que tenham prazer em ler e ouvir poemas e, sobretudo, para que se sinta motivado a expor suas emoções, dar liberdade de criar, brincar com as palavras, fluir sua imaginação.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Despertar o prazer em ler poemas;
Ter maior compreensão da linguagem poética, levando a revelar idéias, opiniões, sentimentos e talentos ao escrever poemas;
Tornar o aluno mais competente na comunicação oral e escrita e na busca independente de conhecimentos relacionando essas práticas à vida cotidiana;
Identificar-se com os sentimentos nas poesias lidas;
Assegurar a função social da escrita, fazendo com que os poemas produzidos pelo aluno tenham um leitor real, pois serão expostos em varais e murais.
PÚBLICO ALVO:
Alunos do Ciclo da Infância (06 a 08 anos) de idade.
PERÍODO DE REALIZAÇÃO:
___/___/ A ___/___/2010.
PRODUTO FINAL:
Sarau literário com declamações de poesias, poemas e canções;
Produção e exposição de poemas ou poesias nos varais por toda a escola.
Show Lítero Musical.
Dia de autógrafo na escola.
ATIVIDADES:
Organização do espaço da biblioteca da escola;
Seleção dos livros paradidáticos voltados para o gênero;
Leitura, escrita, ilustração, interpretação;
Organização de um varal de poesias produzido pelos alunos;
Realização de uma roda de conversa sobre os poetas e poesias;
Realizar um encontro com Cecília Meireles: vida e obras da autora;
Trabalhar os poemas do livro A Arca de Noé da coleção Literatura em minha casa: organizar a declamação dos poemas cantando-os;
Trabalhar canções cantadas por Toquinho;
AVALIAÇÃO:
Será avaliada a empolgação e dedicação dos alunos, desde o momento da escolha dos poemas, as atividades produzidas, o nível de leitura e escrita desenvolvendo assim habilidades de postura física, comportamentais, entonação de voz e, principalmente, de interpretação.
sábado, 17 de abril de 2010
“As máquinas dominam as comunicações no mundo moderno. O ambiente lingüístico tem sido recriado artificialmente e o professor e o livro têm sido forçados a se integrarem a esses novos meios de transmissão.” Essas afirmações parecem ter sido feitas hoje, mas foram feitas por Kelly (1969) ao final da década de 60. A atualidade dessa reflexão nos leva a afirmar que o homem está irremediavelmente preso às ferramentas tecnológicas em uma relação dialética entre a adesão e a crítica ao novo. O sistema educacional sempre se viu pressionado pela tecnologia, do livro ao computador, e faz parte de sua história um movimento recorrente de rejeição, inserção e normalização. Quando surge uma nova tecnologia, a primeira atitude é a de desconfiança e de rejeição. Aos poucos, a tecnologia começa a fazer parte das atividades sociais da linguagem e a escola acaba por incorporá-la em suas práticas pedagógicas. Após a inserção, vem o estágio da normalização, definido por Chambers e Bax (2006, p.465) como um estado em que a tecnologia se integra de tal forma às práticas pedagógicas que deixa de ser vista como cura milagrosa ou como algo a ser temido.
A história do livro registra que antes do formato que conhecemos hoje, os textos eram registrados no volumen, um rolo de folhas de papiro. O ato de ler implicava desenrolar o manuscrito e, caso o leitor quisesse retornar a alguma passagem, deveria enrolar o manuscrito até localizar o trecho. Segundo Fisher (2006, p.76), “já no século I a.C., Júlio César havia dobrado uma folha de papiro em “páginas” individuais para enviá-las às tropas no campo de batalha e esse costume acabou levando à criação do códex”. O formato do códex se aproximava ao do livro de hoje. Era feito com pergaminhos, pedaços de peles de animais, geralmente de carneiro, ou com folhas de papiro unidas por uma costura. A escrita nos dois lados da página passa a ser horizontal e as páginas são viradas e não mais enroladas. O fato de poder pousar o livro sobre uma mesa traz conforto ao leitor, pois não é mais necessário ficar com as duas mãos presas ao texto. Outra vantagem do códex são as quatro margens que permitiam ao leitor “inserir glossários, anotações e comentários, de modo que aproximasse o leitor do material escrito” (FISHER, 2006, p.79).
Chartier (1994, p.102) acrescenta outros pontos positivos. Diz ele: É, enfim, inegável que o códex permita uma localização mais fácil e uma manipulação mais agradável do texto: ele torna possível a paginação, o estabelecimento do índex e de correspondências, a comparação de uma passagem com outra, ou ainda o exame do livro em sua integridade pelo leitor que o folheia. A invenção da imprensa por Gutemberg em 1442 foi a primeira grande revolução tecnológica na história da cultura humana, mas a socialização do livro não foi um processo tranqüilo. O livro sofreu os mesmos problemas que hoje são trazidos pela introdução do computador em nossa sociedade. O códex era caro e sua propriedade era privilégio de poucos.
Chartier (1994, p.102) comenta que a adoção do códex foi feita pelos leitores que não pertenciam à elite letrada que “continuava resistentemente fiel aos modelos gregos, logo ao volumen”. Chartier esclarece que esses novos leitores liam textos situados fora do cânone literário, tais como textos escolares, obras técnicas, romances, etc.
O estado e a igreja impunham ao códex a censura, cuja prática foi transferida aos livros e perpetuada ao longo dos séculos. Como lembra Chartier (1999, p. 23), “a cultura escrita é inseparável dos gestos violentos que a reprimem”. Exemplos célebres de repressão à leitura na história da humanidade são fornecidos pela Igreja Católica, e seu índex – a lista de livros proibidos por serem considerados heréticos – durante a inquisição no século 14; pelo regime nazista incinerando livros como descreve belamente Zusak (2007) no romance A menina que roubava livros; e pelos vários regimes totalitários ao longo dos séculos, inclusive a ditadura brasileira instaurada em 1964, que transformou a leitura de algumas obras em caso de polícia.
O livro didático também sofre censura por motivos políticos ou restrições econômicas.
Até 1993 na China, por exemplo, os alunos não tinham acesso aos livros das editoras inglesas tão comuns no Brasil. O material didático impresso era feito com papel de má qualidade e sem ilustrações. Além da questão econômica, havia também censura política que determinava, por exemplo, a necessidade de permissão governamental para utilizar uma antena parabólica e ter acesso à programação em língua estrangeira (PAIVA, 1995).
Hoje é a vez do computador, que apesar de estar dentro das escolas, sofre censura de alguns administradores que impedem o acesso a determinadas páginas, às redes sociais como o Orkut, a salas de bate-papo e mesmo a vídeos do YouTube. No ambiente familiar, se antes os jovens procuravam verbetes sobre sexo em enciclopédias (ver MANGUEL, 1997, p.25), hoje buscam fotos e vídeos às escondidas dos adultos, como se estivessem cometendo algum delito.
As tecnologias no ensino de línguas
No ensino de línguas, os primeiros livros foram às gramáticas. Segundo Kelly (1969), na época medieval, tanto o livro quanto o professor eram propriedade do aluno, mas apenas o professor tinha a posse do livro. A primeira notícia que se tem do uso do livro pelo aprendiz data de 1578, com a publicação de uma gramática do hebraico pelo Cardeal Bellarmine que possibilitava ao aluno estudar sem a ajuda do professor. O conceito de ensino de línguas equivalia ao da oferta de descrições lingüísticas. Aprender uma língua significava aprender a sintaxe dessa língua.
A história do livro registra que antes do formato que conhecemos hoje, os textos eram registrados no volumen, um rolo de folhas de papiro. O ato de ler implicava desenrolar o manuscrito e, caso o leitor quisesse retornar a alguma passagem, deveria enrolar o manuscrito até localizar o trecho. Segundo Fisher (2006, p.76), “já no século I a.C., Júlio César havia dobrado uma folha de papiro em “páginas” individuais para enviá-las às tropas no campo de batalha e esse costume acabou levando à criação do códex”. O formato do códex se aproximava ao do livro de hoje. Era feito com pergaminhos, pedaços de peles de animais, geralmente de carneiro, ou com folhas de papiro unidas por uma costura. A escrita nos dois lados da página passa a ser horizontal e as páginas são viradas e não mais enroladas. O fato de poder pousar o livro sobre uma mesa traz conforto ao leitor, pois não é mais necessário ficar com as duas mãos presas ao texto. Outra vantagem do códex são as quatro margens que permitiam ao leitor “inserir glossários, anotações e comentários, de modo que aproximasse o leitor do material escrito” (FISHER, 2006, p.79).
Chartier (1994, p.102) acrescenta outros pontos positivos. Diz ele: É, enfim, inegável que o códex permita uma localização mais fácil e uma manipulação mais agradável do texto: ele torna possível a paginação, o estabelecimento do índex e de correspondências, a comparação de uma passagem com outra, ou ainda o exame do livro em sua integridade pelo leitor que o folheia. A invenção da imprensa por Gutemberg em 1442 foi a primeira grande revolução tecnológica na história da cultura humana, mas a socialização do livro não foi um processo tranqüilo. O livro sofreu os mesmos problemas que hoje são trazidos pela introdução do computador em nossa sociedade. O códex era caro e sua propriedade era privilégio de poucos.
Chartier (1994, p.102) comenta que a adoção do códex foi feita pelos leitores que não pertenciam à elite letrada que “continuava resistentemente fiel aos modelos gregos, logo ao volumen”. Chartier esclarece que esses novos leitores liam textos situados fora do cânone literário, tais como textos escolares, obras técnicas, romances, etc.
O estado e a igreja impunham ao códex a censura, cuja prática foi transferida aos livros e perpetuada ao longo dos séculos. Como lembra Chartier (1999, p. 23), “a cultura escrita é inseparável dos gestos violentos que a reprimem”. Exemplos célebres de repressão à leitura na história da humanidade são fornecidos pela Igreja Católica, e seu índex – a lista de livros proibidos por serem considerados heréticos – durante a inquisição no século 14; pelo regime nazista incinerando livros como descreve belamente Zusak (2007) no romance A menina que roubava livros; e pelos vários regimes totalitários ao longo dos séculos, inclusive a ditadura brasileira instaurada em 1964, que transformou a leitura de algumas obras em caso de polícia.
O livro didático também sofre censura por motivos políticos ou restrições econômicas.
Até 1993 na China, por exemplo, os alunos não tinham acesso aos livros das editoras inglesas tão comuns no Brasil. O material didático impresso era feito com papel de má qualidade e sem ilustrações. Além da questão econômica, havia também censura política que determinava, por exemplo, a necessidade de permissão governamental para utilizar uma antena parabólica e ter acesso à programação em língua estrangeira (PAIVA, 1995).
Hoje é a vez do computador, que apesar de estar dentro das escolas, sofre censura de alguns administradores que impedem o acesso a determinadas páginas, às redes sociais como o Orkut, a salas de bate-papo e mesmo a vídeos do YouTube. No ambiente familiar, se antes os jovens procuravam verbetes sobre sexo em enciclopédias (ver MANGUEL, 1997, p.25), hoje buscam fotos e vídeos às escondidas dos adultos, como se estivessem cometendo algum delito.
As tecnologias no ensino de línguas
No ensino de línguas, os primeiros livros foram às gramáticas. Segundo Kelly (1969), na época medieval, tanto o livro quanto o professor eram propriedade do aluno, mas apenas o professor tinha a posse do livro. A primeira notícia que se tem do uso do livro pelo aprendiz data de 1578, com a publicação de uma gramática do hebraico pelo Cardeal Bellarmine que possibilitava ao aluno estudar sem a ajuda do professor. O conceito de ensino de línguas equivalia ao da oferta de descrições lingüísticas. Aprender uma língua significava aprender a sintaxe dessa língua.
E.M.G
TAPETE LITERÁRIO 2010: LER É APRENDER
Deverá ocorrer uma vez na semana o Momento de Leitura na EMGC envolvendo todos os ALUNOS do Ciclo da Infância, professores, coordenação, direção e pessoal de apoio / biblioteca.
APOSTE NOS LIVROS
"Um país se faz com Educação e livros."
Horário:
*Matutino – de 11h00min às11h35min.
*Vespertino- 16h00min às 16h35min.
Dia da semana: Quarta – feira.
OBJETIVOS:
• Propiciar aos alunos da escola, momentos de leitura, interpretação e produção de texto por meio da orientação do professor de várias disciplinas no desenvolvimento e aprimoramento das capacidades leitoras.
• Estimular e motivar os alunos e os professores para elaboração e execução de projetos de leitura e escrita.
• Criar possibilidades de interação dos alunos e professores com a leitura, através da leitura de livros e /ou textos variados.
• Estimular a interpretação, a criatividade, o pensar, o diálogo.
• Favorecer o acesso do aluno aos diferentes tipos de linguagem.
• Favorecer a interação docente.
• Auxiliar no desenvolvimento da autonomia intelectual.
• Incentivar o uso das tecnologias: TV; vídeo; biblioteca; som e outros.
• Auxiliar na compreensão da leitura e a escrita como práticas sociais.
• Motivar o hábito de leitura e estimular a criatividade dos alunos e professores.
CRONOGRAMA E EXECUÇÃO DA PROPOSTA DE TRABALHO: I Semestre.
Agenda de atividades Atividade (s) temática (s) Recursos.
24/03 O fantástico Mistério de Feiurinha (Pedro Bandeira): realizar um cinema literário. TV, DVD, filme, pipoca ou pirulito.
31/03 Valores Religiosos / A Páscoa: da criação do mundo a ressurreição de Deus.
TV, DVD, filme, livro A Arca de Noé.
07/04 Recital de poemas: Encontro com Cecília Meireles. TV, DVD, filme, pipoca ou pirulito.
14/04 Encontro com Monteiro Lobato: contação de suas histórias e cinema literário / Sítio do pica pau amarelo. Mediador (a) das histórias, DVD, TV, filme.
28/04 Contação da história: A formiguinha e a neve. Professor (a) mediador (a) / contador (a) da história.
05/05 Leitura do conto pelos alunos: João e Maria em Versos. Alunos e alunas mediando à história, ilustração ou dramatização feita pelos alunos.
12/05 Cinema literário: filme animado / Kiriku (lenda). TV, DVD, filme e a história.
19/05 Contação de história: Menina bonita do laço de fita. Professor (a) mediador (a).
26/05 Leitura do conto pelos alunos: O patinho feio. Alunos e alunas mediando à história, ilustração ou dramatização feita pelos alunos.
02/06 Valores ambientais: coral ecológico, recital de poemas Professores mediadores, alunos e pessoal de apoio. Apresentação das atividades produzidas pelos alunos.
09/06 Contação de fábulas / Valores morais. Exposição / galeria de fábulas e narração feitas pelos alunos e professores.
TAPETE LITERÁRIO 2010: LER É APRENDER
Deverá ocorrer uma vez na semana o Momento de Leitura na EMGC envolvendo todos os ALUNOS do Ciclo da Infância, professores, coordenação, direção e pessoal de apoio / biblioteca.
APOSTE NOS LIVROS
"Um país se faz com Educação e livros."
Horário:
*Matutino – de 11h00min às11h35min.
*Vespertino- 16h00min às 16h35min.
Dia da semana: Quarta – feira.
OBJETIVOS:
• Propiciar aos alunos da escola, momentos de leitura, interpretação e produção de texto por meio da orientação do professor de várias disciplinas no desenvolvimento e aprimoramento das capacidades leitoras.
• Estimular e motivar os alunos e os professores para elaboração e execução de projetos de leitura e escrita.
• Criar possibilidades de interação dos alunos e professores com a leitura, através da leitura de livros e /ou textos variados.
• Estimular a interpretação, a criatividade, o pensar, o diálogo.
• Favorecer o acesso do aluno aos diferentes tipos de linguagem.
• Favorecer a interação docente.
• Auxiliar no desenvolvimento da autonomia intelectual.
• Incentivar o uso das tecnologias: TV; vídeo; biblioteca; som e outros.
• Auxiliar na compreensão da leitura e a escrita como práticas sociais.
• Motivar o hábito de leitura e estimular a criatividade dos alunos e professores.
CRONOGRAMA E EXECUÇÃO DA PROPOSTA DE TRABALHO: I Semestre.
Agenda de atividades Atividade (s) temática (s) Recursos.
24/03 O fantástico Mistério de Feiurinha (Pedro Bandeira): realizar um cinema literário. TV, DVD, filme, pipoca ou pirulito.
31/03 Valores Religiosos / A Páscoa: da criação do mundo a ressurreição de Deus.
TV, DVD, filme, livro A Arca de Noé.
07/04 Recital de poemas: Encontro com Cecília Meireles. TV, DVD, filme, pipoca ou pirulito.
14/04 Encontro com Monteiro Lobato: contação de suas histórias e cinema literário / Sítio do pica pau amarelo. Mediador (a) das histórias, DVD, TV, filme.
28/04 Contação da história: A formiguinha e a neve. Professor (a) mediador (a) / contador (a) da história.
05/05 Leitura do conto pelos alunos: João e Maria em Versos. Alunos e alunas mediando à história, ilustração ou dramatização feita pelos alunos.
12/05 Cinema literário: filme animado / Kiriku (lenda). TV, DVD, filme e a história.
19/05 Contação de história: Menina bonita do laço de fita. Professor (a) mediador (a).
26/05 Leitura do conto pelos alunos: O patinho feio. Alunos e alunas mediando à história, ilustração ou dramatização feita pelos alunos.
02/06 Valores ambientais: coral ecológico, recital de poemas Professores mediadores, alunos e pessoal de apoio. Apresentação das atividades produzidas pelos alunos.
09/06 Contação de fábulas / Valores morais. Exposição / galeria de fábulas e narração feitas pelos alunos e professores.
Oficina de Leitura e Produção textual na Prática Escolar.
Alberto Manguel.
"O texto é uma máquina preguiçosa, que exige do leitor um renhido trabalho cooperativo para preencher espaços não-ditos que ficaram, por assim dizer, em branco".
Umberto Eco.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Mini projeto de Leitura passo a passo
ESCOLA: ______________________________________________________________________
ALUNO: _______________________________________________________________________
PALAVRAS SÃO SEMENTES.
VENHA LER COM A GENTE.
MATERIAL ELABORADO PARA USO EXCLUSIVO EM SALA DE AULA.
QUERIDO PROFESSOR, QUERIDA PROFESSORA,
A LEITURA É A MAIS BELA AVENTURA DE NOSSAS VIDAS.
AS PALAVRAS SÃO SEMENTES
VAMOS SEMEAR AMOR, ALEGRIA, PAZ, TERNURA.
LER A VIDA PARA RECRIAR O MUNDO
VENHA LER COM A GENTE,
A LEITURA É UM JEITO GOSTOSO DE BRINCAR COM AS PALAVRAS.
ENTRE NESTA FESTA E SEJA FELIZ!
AGORA, ESCOLHA UM LIVRO PARA LER. PODE SER QUALQUER UM, QUEM ESCOLHE É VOCÊ.
ESCOLHEU? QUAL FOI?
VOCÊ PODERIA NOS DIZER O QUE O TÍTULO DO LIVRO LHE SUGERE?
__________________________________
__________________________________
__________________________________
É UM LIVRO VELHO? OU NOVO? A CAPA É BONITA?
SE VOCÊ NÃO QUISER ESCREVER PODE DESENHAR.
FAÇA COMO QUISER. SÓ NÃO ESQUEÇA DE COLOCAR NESSE DESENHO MUITO CARINHO E PRAZER.
SEJA VOCÊ E FAÇA DO SEU JEITO.
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VAMOS DESCOBRIR A HISTÓRIA DA PESSOA QUE ESCREVEU ESSE LIVRO?
QUEM ESCREVEU ESSE LIVRO QUE VOCÊ ESTÁ LENDO? _________________________________
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR SOBRE ELE? _________________________________________________
VOCÊ ACHOU LEGAL O TÍTULO QUE ELE DEU AO LIVRO? _________________________________
SERÁ QUE VOCÊ PODE DAR UMA OLHADA NO NOME DA EDITORA, NO LOCAL E DATA?
_______________________________________________________________________________
SE POR ACASO ALGUÉM QUISER COMPRAR O LIVRO A GENTE JÁ SABE O NOME DA EDITORA.
ESTE LIVRO É DE LENDAS? _________________________________________________________
POR QUE VOCÊ ESCOLHEU LOGO ESSE LIVRO? ________________________________________
DEDICATÓRIA
VOCÊ SABE, TODO TRABALHO HUMANO GASTA TEMPO E ENERGIA.
ESSE TRABALHO QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO É MUITO IMPORTANTE.
PENSE EM UMA PESSOA QUE SEMPRE LHE DÁ APOIO, CORAGEM E AJUDA... DEDIQUE PARA ELA O SEU RECONHECIMENTO.
PERSONAGENS
CONTE-NOS SOBRE AS PESSOAS, COISAS, OS PERSONAGENS DO LIVRO QUE VOCÊ LEU.
____________________________________________________
____________________________________________________
ESCREVA O NOME DO PERSONAGEM
QUAL O QUE VOCÊ MAIS GOSTOU?
COMO ELE É?
O QUE ELE FAZ?
__________________________
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__________________________
_________________________
_________________________
_________________________
_________________________
_________________________
_________________________
REPÓRTER POR UM DIA!
AGORA VAMOS FAZER DE CONTA QUE VOCÊ IRÁ TER A OPORTUNIDADE DE ENTREVISTAR UM PERSONAGEM DA HISTÓRIA.
O QUE VOCÊ PERGUNTARIA A ELE?
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COMO ELE RESPONDERIA? _________________________________________________________
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RECONTE A HISTÓRIA DO SEU JEITO!
AGORA É MINHA VEZ DE INVENTAR CRIAR
SERIA ASSIM
A CAPA DO LIVRO SERIA ASSIM
SOCIALIZANDO A LEITURA
A LEITURA DO LIVRO FOI EMOCIONANTE E VOCÊ QUER MUITO QUE OUTRAS PESSOAS POSSAM TER ACESSO A ESSA LEITURA.
FAÇA UMA CARTA CRIATIVA PARA UM AMIGO (PODE SER AQUELE PAPEL BONITO DE CARTA) E, CONTE SOBRE O LIVRO. SÓ PARA ELE TER UMA IDÉIA. QUEM SABE VOCÊ NÃO O CONVENCE DE COMPRAR O LIVRO.
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AGORA DEIXE AQUI UM BILHETE PARA A (O) SUA (EU) PROFESSOR (A).
CONTE PARA ELE (A) O QUE VOCÊ ACHOU DESSE TRABALHO.
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ALUNO: _______________________________________________________________________
PALAVRAS SÃO SEMENTES.
VENHA LER COM A GENTE.
MATERIAL ELABORADO PARA USO EXCLUSIVO EM SALA DE AULA.
QUERIDO PROFESSOR, QUERIDA PROFESSORA,
A LEITURA É A MAIS BELA AVENTURA DE NOSSAS VIDAS.
AS PALAVRAS SÃO SEMENTES
VAMOS SEMEAR AMOR, ALEGRIA, PAZ, TERNURA.
LER A VIDA PARA RECRIAR O MUNDO
VENHA LER COM A GENTE,
A LEITURA É UM JEITO GOSTOSO DE BRINCAR COM AS PALAVRAS.
ENTRE NESTA FESTA E SEJA FELIZ!
AGORA, ESCOLHA UM LIVRO PARA LER. PODE SER QUALQUER UM, QUEM ESCOLHE É VOCÊ.
ESCOLHEU? QUAL FOI?
VOCÊ PODERIA NOS DIZER O QUE O TÍTULO DO LIVRO LHE SUGERE?
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É UM LIVRO VELHO? OU NOVO? A CAPA É BONITA?
SE VOCÊ NÃO QUISER ESCREVER PODE DESENHAR.
FAÇA COMO QUISER. SÓ NÃO ESQUEÇA DE COLOCAR NESSE DESENHO MUITO CARINHO E PRAZER.
SEJA VOCÊ E FAÇA DO SEU JEITO.
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VAMOS DESCOBRIR A HISTÓRIA DA PESSOA QUE ESCREVEU ESSE LIVRO?
QUEM ESCREVEU ESSE LIVRO QUE VOCÊ ESTÁ LENDO? _________________________________
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR SOBRE ELE? _________________________________________________
VOCÊ ACHOU LEGAL O TÍTULO QUE ELE DEU AO LIVRO? _________________________________
SERÁ QUE VOCÊ PODE DAR UMA OLHADA NO NOME DA EDITORA, NO LOCAL E DATA?
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SE POR ACASO ALGUÉM QUISER COMPRAR O LIVRO A GENTE JÁ SABE O NOME DA EDITORA.
ESTE LIVRO É DE LENDAS? _________________________________________________________
POR QUE VOCÊ ESCOLHEU LOGO ESSE LIVRO? ________________________________________
DEDICATÓRIA
VOCÊ SABE, TODO TRABALHO HUMANO GASTA TEMPO E ENERGIA.
ESSE TRABALHO QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO É MUITO IMPORTANTE.
PENSE EM UMA PESSOA QUE SEMPRE LHE DÁ APOIO, CORAGEM E AJUDA... DEDIQUE PARA ELA O SEU RECONHECIMENTO.
PERSONAGENS
CONTE-NOS SOBRE AS PESSOAS, COISAS, OS PERSONAGENS DO LIVRO QUE VOCÊ LEU.
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ESCREVA O NOME DO PERSONAGEM
QUAL O QUE VOCÊ MAIS GOSTOU?
COMO ELE É?
O QUE ELE FAZ?
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REPÓRTER POR UM DIA!
AGORA VAMOS FAZER DE CONTA QUE VOCÊ IRÁ TER A OPORTUNIDADE DE ENTREVISTAR UM PERSONAGEM DA HISTÓRIA.
O QUE VOCÊ PERGUNTARIA A ELE?
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COMO ELE RESPONDERIA? _________________________________________________________
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RECONTE A HISTÓRIA DO SEU JEITO!
AGORA É MINHA VEZ DE INVENTAR CRIAR
SERIA ASSIM
A CAPA DO LIVRO SERIA ASSIM
SOCIALIZANDO A LEITURA
A LEITURA DO LIVRO FOI EMOCIONANTE E VOCÊ QUER MUITO QUE OUTRAS PESSOAS POSSAM TER ACESSO A ESSA LEITURA.
FAÇA UMA CARTA CRIATIVA PARA UM AMIGO (PODE SER AQUELE PAPEL BONITO DE CARTA) E, CONTE SOBRE O LIVRO. SÓ PARA ELE TER UMA IDÉIA. QUEM SABE VOCÊ NÃO O CONVENCE DE COMPRAR O LIVRO.
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AGORA DEIXE AQUI UM BILHETE PARA A (O) SUA (EU) PROFESSOR (A).
CONTE PARA ELE (A) O QUE VOCÊ ACHOU DESSE TRABALHO.
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Informativo Literário da scola Municipal Guilhermina Cabral 2009.
Projeto V Chocolate Literário 2009:“Uma viagem fascinante pelo mundo da leitura e escrita”.
A palavra em pauta
O prazer em apreciar a arte da palavra e o desejo de vislumbrar um espaço especial para a literatura na EMGC são os motes para a criação da Semana Literária, que acontecerá pela quinta vez em outubro de 2009. A Semana, com o fim de possibilitar uma interação entre alunos, professores, pais e toda comunidade a partir da experiência literária, conta com contação de histórias, além de exposições de trabalhos desenvolvidos pelos alunos e professores em oficinas. Durante o período da Semana, a exposição de algumas das produções literárias dos alunos que brotam no dia-a-dia da escola e que até então ficam restritas às salas de aula permite a todos observar as inúmeras lentes com que os alunos interpretam e reproduzem a realidade. São momentos em que olhares, das mais diversas idades, param para compreender as intenções e as sensações sugeridas, valorizando o espírito do artista, que busca, a partir da combinação das palavras, comunicarem seus pensamentos, sensações, intuições e sentimentos.
Venha fazer parte dessa viagem...
Problematização.
Percebe-se que a leitura tem ocupado espaço cada vez menor no cotidiano dos alunos de um modo geral e, especialmente do Ensino Fundamental. Após a realização de diagnóstico na EMGC e na comunidade São joseense, percebemos que, em casa, é muito pobre o material de leitura com que nossos alunos têm contato. Por outro lado, o mundo moderno exige para o mercado de trabalho, funcionários cada vez mais criativos, sendo que atualmente é quase impossível sobreviver na sociedade sem conhecer o código escrito e sem boa leitura, entendido aqui, como sendo um processo de apropriação de diferentes linguagens.
Objetivos
Geral: Fomentar uma cultura de valorização da leitura na escola e na comunidade, desenvolvendo nos alunos do ensino fundamental e na comunidade em geral o gosto pela leitura e sua competência como leitores, por meio de atividades diversificadas.
Específicos:
•Contribuir com o aumento do desempenho dos professores em sala de aula;
•Contribuir com a diminuição da evasão e da repetência, bem como do rendimento dos alunos.
Chocolate literário!!!!!!!!!
O chocolate Literário é uma proposta de leitura discutida e elaborada com toda equipe escolar (alunos, professores, zeladores, merendeiras, porteiros, coordenadores e diretores) da EMGC. É uma experiência vivida por toda a equipe escolar, executada pelos professores do 1º ao 5º Ano do Ensino Fundamental e EJA com atividades literárias diversificadas.
A idéia surgiu da inquietação que nos atormentava em relação à falta de interesse da maioria de nossos alunos pela leitura, por desconhecerem o ato de ler por prazer e com prazer.
Inconformava – nos perceber que tesouro tão valioso fosse esquecido ao longo do caminho. Foi assim que surgiu a idéia do CHOCOLATE LITERÁRIO, com a idéia de prazer, lazer, sabor, que, a partir desse ano, está sendo executado e enriquecido graças ao entusiasmo com que os professores e alunos se lançastes na sua realização e socialização. Esse entusiasmo é contagiante. A leitura pode ser prazerosa e, muitas vezes, representa uma forma de lazer. Sabe-se que o lazer é uma necessidade básica do ser humano, indispensável à sua saúde tanto física quanto mental e não se pode entender lazer dissociado de prazer. E que prazer gostoso é esse de ler um bom livro! Capaz de levar aos alunos ao riso e à tristeza, de tornar-lhes íntimos e velhos conhecidos de seus personagens, de transportar-lhes a outros mundos, de dar vidas aos sonhos.
O livro é uma das formas mais democráticas de lazer. É um prazer simples e espontâneo que se adapta às experiências de cada leitor em cada mandamento.
Entregar ao leitor, no caso, o aluno, um livro do qual ele goste, como qual ele cresça e que preencha as suas expectativas no momento, é tornar a leitura sinônimo de espontaneidade, liberdade e prazer. E é esse o objetivo.
A leitura é um processo contínuo de aprendizagem, ajuda a formar seres pensantes, uma vez que suscita a reflexão. É uma fonte inesgotável de conhecimentos que ajudam a perceber o mundo, propiciando o crescimento interior e oportunizando a vivência das mais diferentes emoções.
A escola, principalmente no Ensino Fundamental,deve atentar um trabalho que objetive o gosto pela leitura. Observa-se que, em relação a filmes, músicas, esportes, cada indivíduo consegue naturalmente formar o seu gosto. Não será porque nada lhe é imposto ou cobrado? Então, porque não fazer o mesmo com a leitura? Parece que a saída é uma só: permitir que o aluno viva as obra literárias livremente, percebendo-as de maneira que melhor lhe aprouver.
Para se obter sucesso no propósito de conquistar leitores em formação, existe uma condição que, se não é a única, é a mais importante: o professor ou qualquer pessoa se propõe a esse trabalho deve ser também um apaixonado pela leitura. Quanto maior for à paixão do professor por livros, tanto mais leitores se formarão em sala de aula. Uma leitura compartilhada, com cumplicidade é irresistível. Participar das leituras dos alunos, incentivando-os, conversando com eles sobre o que estão lendo e sobre suas próprias experiências de leitura, ajudando-as a reconhecer que os livros trazem aventuras, conhecimentos, emoção, diversão e beleza para as suas vidas, é decisão nesse processo. É isso que chamamos de chocolate literário.“Ensinar a criança a ler história é ensinar a ela à mágica de ser”.
Pensando na sistematização do trabalho em sala de aula, por acreditar na necessidade de acompanhamento da leitura, o que não seria possível dentro de um universo tão vasto quanto o de uma biblioteca estruturamos o trabalho denominado CHOCOLATE LITERÁRIO – uma atividade pedagógica com diversas atividades desenvolvidas por meio de oficinas literárias que consiste em colocar os alunos em contato com uma série de livros, que são lidos, vivenciados, experimentados e criticados em grupos, por meio de atividades variadas e divertidas que possibilitam a reflexão e tomada de decisão.
O sucesso deste trabalho dependerá também da colaboração da família, de quem solicitamos a participação no sentido de incentivar os leitores em formação, compartilhando suas leituras.
“Uma viagem fascinante pelo mundo da leitura e escrita” é o tema do V Chocolate Literário realizado neste ano de 2009.
A proposta pedagógica para este tema é levantar a bandeira de que ler é preciso, ressaltando a idéia de que os livros passem a fazer parte da rotina do aluno, não como obrigatoriedade, e sim como livre opção de ler por prazer.
Nossas Oficinas literárias 2009.
1. Linguagens da Matemática.
O objetivo dessa oficina é ampliar a competência leitora e escritora dos alunos, possibilitando contato com diferentes gêneros textuais no ensino e aprendizagem na Matemática.
2. Oficina: Literatura Folclórica.
Objetivo: reconhecer a importância da literatura folclórica na formação de leitores e escritores no ambiente escolar.
Produto final: exposição do material produzido entre alunos, pais e professores da escola; estimular a leitura, produção e edição de folhetos de cordel; exposição sobre conceito e histórico da literatura de cordel; declamação de parlendas, concurso de adivinhas, exposição de quadrinhas e coral c/ cantigas de rodas.
3.Oficina Poesia é Emoção!
Objetivo: desenvolver a sensibilidade nas crianças, adolescentes, jovens e adultos diante de textos poéticos e incentivar o gosto pela leitura e escrita.
Produto final: apresentação do Sarau literário (declamação pelos alunos), exposição de poemas produzidos pelos educandos com ilustrações, acrósticos com as letras dos nomes dos discentes e da escola, exposição do clube de poetas da escola e painel informativo sobre a oficina (objetivo (s), conceitos sobre poemas e poesias, rimas, versos e estofes), exposição de varais literários.
4. Oficina Clássicos da Literatura Infanto Juvenil.
Objetivo: possibilitar que os educandos sejam realmente leitores desses e de outros textos envolvendo os autores das coleções Literatura em minha casa. Para isso, é necessário que o professor seja ele próprio um leitor e faça da sala de aula um lugar de leituras, um espaço para se compartilhar estratégias e mecanismos utilizados, assim como os diferentes sentidos que possam ter os textos.
Produto final: galeria com os personagens dos contos clássicos; apresentação de um festival de fábulas, mural com as biografias dos autores dos clássicos da literatura em minha casa apresentados pelos alunos, dramatização de um conto, confecção do jornal literário, um encontro com Euclides da Cunha e o seu centenário, contação de histórias, apresentação da biografia ilustrada e descritiva de Monteiro Lobato; organização de uma galeria com os personagens do sítio do pica pau amarelo; apresentação de um coral com a música Marmelada de banana; apresentação do croqui do sítio do pica pau amarelo / maquete.
Avaliação e / ou resultados esperados do V Chocolate Literário 2009. Momento show
Rios sem discurso
Quando um rio corta, corta-se de vez
O discurso-rio de água que ele fazia;
Cortado, a água se quebra em pedaços,
Em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
A uma palavra em situação dicionária:
Isolada, estanque no poço dela mesma,
E porque assim estanque, estancada;
E mais; porque assim estancada, muda,
E muda porque com nenhuma comunica,
Porque cortou-se a sintaxe desse rio,
O fio de água por que ele discorria.
O curso de um rio, seu discurso-rio,
Chega raramente a se reatar de vez;
Um rio precisa de muito fio de água
Para refazer o fio antigo que fez.
Salvo a grandiloqüência de uma cheia
Impondo-lhe interina outra linguagem,
Um rio precisa de muita água em fios
Para que todos os poços se enfrasem:
Se reatando, de um para outro poço,
Em frases curtas, então frase e frase,
Até a sentença-rio do discurso único
Em que se tem voz a seca ele combate.
João Cabral de Melo Neto.
•Formar professores leitores multiplicadores;
•Melhorar o desempenho dos professores em sala de aula;
•Contribuir com o aumento do rendimento dos alunos em sala de aula;
•Contribuir com a diminuição da evasão e da repetência escolar;
•Contribuir com a ampliação do repertório leitor do aluno e do professor;
•Que os objetivos sejam alcançados;
Espera-se que ao final deste projeto, os alunos apresentem um rendimento superior com relação ao diagnóstico observado, que gostem de ler e apliquem os conhecimentos adquiridos no cotidiano.
Era Uma Vez
Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada.
Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Uma mostrando pra outra
Quem dava mais felicidade
Pra gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade
REFRÃO
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia
(2x).
Olha só, gente...
Palavras...
Titãs
Composição: Marcelo Fromer / Sérgio Britto
Palavras não são más
Palavras não são quentes
Palavras são iguais
Sendo diferentes
Palavras não são frias
Palavras não são boas
Os números pra os dias
E os nomes pra as pessoas
Palavra eu preciso
Preciso com urgência
Palavras que se usem
em caso de emergência
Dizer o que se sente
Cumprir uma sentença
Palavras que se diz
Se diz e não se pensa
Palavras não têm cor
Palavras não têm culpa
Palavras de amor
Pra pedir desculpas
Palavras doentias
Páginas rasgadas
Palavras não se curam
Certas ou erradas
Palavras são sombras
As sombras viram jogos
Palavras pra brincar
Brinquedos quebram logo
Palavras pra esquecer
Versos que repito
Palavras pra dizer
De novo o que foi dito
Todas as folhas em branco
Todos os livros fechados
Tudo com todas as letras
Nada de novo debaixo do sol
Colaboradores:
Toda equipe de trabalho da EMGC.
Execução:
Professores do 1º ao 5º Ano da Educação Básica e EJA
Organização e Planejamento:
Direção e Coordenação.
Outubro de 2009.
A palavra em pauta
O prazer em apreciar a arte da palavra e o desejo de vislumbrar um espaço especial para a literatura na EMGC são os motes para a criação da Semana Literária, que acontecerá pela quinta vez em outubro de 2009. A Semana, com o fim de possibilitar uma interação entre alunos, professores, pais e toda comunidade a partir da experiência literária, conta com contação de histórias, além de exposições de trabalhos desenvolvidos pelos alunos e professores em oficinas. Durante o período da Semana, a exposição de algumas das produções literárias dos alunos que brotam no dia-a-dia da escola e que até então ficam restritas às salas de aula permite a todos observar as inúmeras lentes com que os alunos interpretam e reproduzem a realidade. São momentos em que olhares, das mais diversas idades, param para compreender as intenções e as sensações sugeridas, valorizando o espírito do artista, que busca, a partir da combinação das palavras, comunicarem seus pensamentos, sensações, intuições e sentimentos.
Venha fazer parte dessa viagem...
Problematização.
Percebe-se que a leitura tem ocupado espaço cada vez menor no cotidiano dos alunos de um modo geral e, especialmente do Ensino Fundamental. Após a realização de diagnóstico na EMGC e na comunidade São joseense, percebemos que, em casa, é muito pobre o material de leitura com que nossos alunos têm contato. Por outro lado, o mundo moderno exige para o mercado de trabalho, funcionários cada vez mais criativos, sendo que atualmente é quase impossível sobreviver na sociedade sem conhecer o código escrito e sem boa leitura, entendido aqui, como sendo um processo de apropriação de diferentes linguagens.
Objetivos
Geral: Fomentar uma cultura de valorização da leitura na escola e na comunidade, desenvolvendo nos alunos do ensino fundamental e na comunidade em geral o gosto pela leitura e sua competência como leitores, por meio de atividades diversificadas.
Específicos:
•Contribuir com o aumento do desempenho dos professores em sala de aula;
•Contribuir com a diminuição da evasão e da repetência, bem como do rendimento dos alunos.
Chocolate literário!!!!!!!!!
O chocolate Literário é uma proposta de leitura discutida e elaborada com toda equipe escolar (alunos, professores, zeladores, merendeiras, porteiros, coordenadores e diretores) da EMGC. É uma experiência vivida por toda a equipe escolar, executada pelos professores do 1º ao 5º Ano do Ensino Fundamental e EJA com atividades literárias diversificadas.
A idéia surgiu da inquietação que nos atormentava em relação à falta de interesse da maioria de nossos alunos pela leitura, por desconhecerem o ato de ler por prazer e com prazer.
Inconformava – nos perceber que tesouro tão valioso fosse esquecido ao longo do caminho. Foi assim que surgiu a idéia do CHOCOLATE LITERÁRIO, com a idéia de prazer, lazer, sabor, que, a partir desse ano, está sendo executado e enriquecido graças ao entusiasmo com que os professores e alunos se lançastes na sua realização e socialização. Esse entusiasmo é contagiante. A leitura pode ser prazerosa e, muitas vezes, representa uma forma de lazer. Sabe-se que o lazer é uma necessidade básica do ser humano, indispensável à sua saúde tanto física quanto mental e não se pode entender lazer dissociado de prazer. E que prazer gostoso é esse de ler um bom livro! Capaz de levar aos alunos ao riso e à tristeza, de tornar-lhes íntimos e velhos conhecidos de seus personagens, de transportar-lhes a outros mundos, de dar vidas aos sonhos.
O livro é uma das formas mais democráticas de lazer. É um prazer simples e espontâneo que se adapta às experiências de cada leitor em cada mandamento.
Entregar ao leitor, no caso, o aluno, um livro do qual ele goste, como qual ele cresça e que preencha as suas expectativas no momento, é tornar a leitura sinônimo de espontaneidade, liberdade e prazer. E é esse o objetivo.
A leitura é um processo contínuo de aprendizagem, ajuda a formar seres pensantes, uma vez que suscita a reflexão. É uma fonte inesgotável de conhecimentos que ajudam a perceber o mundo, propiciando o crescimento interior e oportunizando a vivência das mais diferentes emoções.
A escola, principalmente no Ensino Fundamental,deve atentar um trabalho que objetive o gosto pela leitura. Observa-se que, em relação a filmes, músicas, esportes, cada indivíduo consegue naturalmente formar o seu gosto. Não será porque nada lhe é imposto ou cobrado? Então, porque não fazer o mesmo com a leitura? Parece que a saída é uma só: permitir que o aluno viva as obra literárias livremente, percebendo-as de maneira que melhor lhe aprouver.
Para se obter sucesso no propósito de conquistar leitores em formação, existe uma condição que, se não é a única, é a mais importante: o professor ou qualquer pessoa se propõe a esse trabalho deve ser também um apaixonado pela leitura. Quanto maior for à paixão do professor por livros, tanto mais leitores se formarão em sala de aula. Uma leitura compartilhada, com cumplicidade é irresistível. Participar das leituras dos alunos, incentivando-os, conversando com eles sobre o que estão lendo e sobre suas próprias experiências de leitura, ajudando-as a reconhecer que os livros trazem aventuras, conhecimentos, emoção, diversão e beleza para as suas vidas, é decisão nesse processo. É isso que chamamos de chocolate literário.“Ensinar a criança a ler história é ensinar a ela à mágica de ser”.
Pensando na sistematização do trabalho em sala de aula, por acreditar na necessidade de acompanhamento da leitura, o que não seria possível dentro de um universo tão vasto quanto o de uma biblioteca estruturamos o trabalho denominado CHOCOLATE LITERÁRIO – uma atividade pedagógica com diversas atividades desenvolvidas por meio de oficinas literárias que consiste em colocar os alunos em contato com uma série de livros, que são lidos, vivenciados, experimentados e criticados em grupos, por meio de atividades variadas e divertidas que possibilitam a reflexão e tomada de decisão.
O sucesso deste trabalho dependerá também da colaboração da família, de quem solicitamos a participação no sentido de incentivar os leitores em formação, compartilhando suas leituras.
“Uma viagem fascinante pelo mundo da leitura e escrita” é o tema do V Chocolate Literário realizado neste ano de 2009.
A proposta pedagógica para este tema é levantar a bandeira de que ler é preciso, ressaltando a idéia de que os livros passem a fazer parte da rotina do aluno, não como obrigatoriedade, e sim como livre opção de ler por prazer.
Nossas Oficinas literárias 2009.
1. Linguagens da Matemática.
O objetivo dessa oficina é ampliar a competência leitora e escritora dos alunos, possibilitando contato com diferentes gêneros textuais no ensino e aprendizagem na Matemática.
2. Oficina: Literatura Folclórica.
Objetivo: reconhecer a importância da literatura folclórica na formação de leitores e escritores no ambiente escolar.
Produto final: exposição do material produzido entre alunos, pais e professores da escola; estimular a leitura, produção e edição de folhetos de cordel; exposição sobre conceito e histórico da literatura de cordel; declamação de parlendas, concurso de adivinhas, exposição de quadrinhas e coral c/ cantigas de rodas.
3.Oficina Poesia é Emoção!
Objetivo: desenvolver a sensibilidade nas crianças, adolescentes, jovens e adultos diante de textos poéticos e incentivar o gosto pela leitura e escrita.
Produto final: apresentação do Sarau literário (declamação pelos alunos), exposição de poemas produzidos pelos educandos com ilustrações, acrósticos com as letras dos nomes dos discentes e da escola, exposição do clube de poetas da escola e painel informativo sobre a oficina (objetivo (s), conceitos sobre poemas e poesias, rimas, versos e estofes), exposição de varais literários.
4. Oficina Clássicos da Literatura Infanto Juvenil.
Objetivo: possibilitar que os educandos sejam realmente leitores desses e de outros textos envolvendo os autores das coleções Literatura em minha casa. Para isso, é necessário que o professor seja ele próprio um leitor e faça da sala de aula um lugar de leituras, um espaço para se compartilhar estratégias e mecanismos utilizados, assim como os diferentes sentidos que possam ter os textos.
Produto final: galeria com os personagens dos contos clássicos; apresentação de um festival de fábulas, mural com as biografias dos autores dos clássicos da literatura em minha casa apresentados pelos alunos, dramatização de um conto, confecção do jornal literário, um encontro com Euclides da Cunha e o seu centenário, contação de histórias, apresentação da biografia ilustrada e descritiva de Monteiro Lobato; organização de uma galeria com os personagens do sítio do pica pau amarelo; apresentação de um coral com a música Marmelada de banana; apresentação do croqui do sítio do pica pau amarelo / maquete.
Avaliação e / ou resultados esperados do V Chocolate Literário 2009. Momento show
Rios sem discurso
Quando um rio corta, corta-se de vez
O discurso-rio de água que ele fazia;
Cortado, a água se quebra em pedaços,
Em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
A uma palavra em situação dicionária:
Isolada, estanque no poço dela mesma,
E porque assim estanque, estancada;
E mais; porque assim estancada, muda,
E muda porque com nenhuma comunica,
Porque cortou-se a sintaxe desse rio,
O fio de água por que ele discorria.
O curso de um rio, seu discurso-rio,
Chega raramente a se reatar de vez;
Um rio precisa de muito fio de água
Para refazer o fio antigo que fez.
Salvo a grandiloqüência de uma cheia
Impondo-lhe interina outra linguagem,
Um rio precisa de muita água em fios
Para que todos os poços se enfrasem:
Se reatando, de um para outro poço,
Em frases curtas, então frase e frase,
Até a sentença-rio do discurso único
Em que se tem voz a seca ele combate.
João Cabral de Melo Neto.
•Formar professores leitores multiplicadores;
•Melhorar o desempenho dos professores em sala de aula;
•Contribuir com o aumento do rendimento dos alunos em sala de aula;
•Contribuir com a diminuição da evasão e da repetência escolar;
•Contribuir com a ampliação do repertório leitor do aluno e do professor;
•Que os objetivos sejam alcançados;
Espera-se que ao final deste projeto, os alunos apresentem um rendimento superior com relação ao diagnóstico observado, que gostem de ler e apliquem os conhecimentos adquiridos no cotidiano.
Era Uma Vez
Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada.
Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Uma mostrando pra outra
Quem dava mais felicidade
Pra gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade
REFRÃO
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia
(2x).
Olha só, gente...
Palavras...
Titãs
Composição: Marcelo Fromer / Sérgio Britto
Palavras não são más
Palavras não são quentes
Palavras são iguais
Sendo diferentes
Palavras não são frias
Palavras não são boas
Os números pra os dias
E os nomes pra as pessoas
Palavra eu preciso
Preciso com urgência
Palavras que se usem
em caso de emergência
Dizer o que se sente
Cumprir uma sentença
Palavras que se diz
Se diz e não se pensa
Palavras não têm cor
Palavras não têm culpa
Palavras de amor
Pra pedir desculpas
Palavras doentias
Páginas rasgadas
Palavras não se curam
Certas ou erradas
Palavras são sombras
As sombras viram jogos
Palavras pra brincar
Brinquedos quebram logo
Palavras pra esquecer
Versos que repito
Palavras pra dizer
De novo o que foi dito
Todas as folhas em branco
Todos os livros fechados
Tudo com todas as letras
Nada de novo debaixo do sol
Colaboradores:
Toda equipe de trabalho da EMGC.
Execução:
Professores do 1º ao 5º Ano da Educação Básica e EJA
Organização e Planejamento:
Direção e Coordenação.
Outubro de 2009.
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